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Diário de maternidade: 7 meses e uns quebrados

7 meses e 2 semanas se passaram desde que a Lupita nasceu. Como esse tempo passou rápido!!!

Eu já relatei como foi o parto aqui e os 3 primeiros meses aqui, agora chegou a hora de contar para vocês o que aconteceu dos 3 meses em diante… Por mais que toda mãe insista em achar o seu bebê o mais incrível do mundo (nos perdoem, pois no nosso mundo eles realmente são sensacionais), é consenso que a Lu é gorducha, precoce, adepta do deboísmo e a cara do pai.

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Os olhos e cabelos ficaram castanhos e já consegui enganar várias pessoas mostrando fotos do baby Douglas como se fossem dela. Para minha alegria, a personalidade e o jeito de dormir também são parecidos. Pode explodir uma bomba que, se estiverem com sono, eles irão dormir como se nada estivesse acontecendo. Ah, e o calor? Enquanto eu estou num iglu, os dois estão descobertos e pedindo pelo ventilador no máximo.

Uma coisa que a minha “bebê de boa” gosta é ouvir música. Nós já criamos várias playlists para ela, sendo que a atual conta com o infalível Palavra Cantada, além de Megan Trainor, Katy Perry, Belchior, Tom Zé, entre outros. Esses momentos musicais com certeza ajudam no desenvolvimento dela, pois a bichinha fica atenta, batendo o pé, balançando o bumbum quando a música é agitada e o vídeo colorido, mas tira um cochilo bem gostoso quando a trilha sonora é mais lenta. Uma fofura!

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Com 3 meses a Lu conseguiu sustentar o peso da cabeça. Ficando apoiada nos cotovelos, ela começou a se arrastar para trás com 4 meses e, quando estava deitada, conseguia se virar e desvirar com facilidade. Cada novo movimento me deixava ainda mais apaixonada e, como eu estava no período da licença maternidade, curti e fotografei bastante.

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Quando ela completou 5 meses, eu voltei ao trabalho. Usei as férias para poder adiar o retorno e tentei não sofrer por antecipação, mas era impossível. Textos e mais textos de mães relatando o retorno ao trabalho brotavam na tela do meu celular. Faltando uma semana para o tal dia, minha cunhada, que ficaria com a Lu no período da manhã, começou a ir na minha casa para aprender a dar mamadeira e limpar bumbum. Nesse período de adaptação eu ficava escondida para não interferir, e elas se deram muitíssimo bem, o que me deixou mais tranquila. Eu tirava leite de noite, com a bombinha manual da Avent, e deixava a mamadeira na geladeira para ser usada na manhã do dia seguinte.

Nessa época a Lupita conseguiu se manter sentada sem apoio quando a deixávamos nessa posição, mas foi sentar sozinha, sem apoio e por vontade própria a partir do dia 27 de novembro, com 6 meses e 3 semanas, 3 dias depois de ter engatinhado (para frente) pela primeira vez.

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Com umas pernocas bem firmes e cheias de vontade de ficar em pé, ela nos escala na esperança de conseguir se equilibrar sozinha, mas queremos que ela engatinhe bastante antes de andar, mesmo porque a casa não está 100% preparada para um bebê “let it go”. Segurança é uma coisa que ainda estamos devendo… Precisamos adaptar as tomadas, comprar uma grade para a porta da sala, guardar meus bonecos em lugares mais altos…

Aquela tripa seca que eu trouxe para casa mamou no peito, exclusivamente, até os 6 meses, e agora, além do tetê, mesmo sem ter nenhum dentinho, come frutas e vegetais. Ela já experimentou cenoura, batata, beterraba, tomate, espinafre, feijão, cebola, alho, salsinha, cebolinha, abobrinha, arroz, banana, mamão, pera, maça e manga. Alguns alimentos eu ofereci em pedaços grandes, para ela brincar e experimentar, outros eu cozinhei e processei juntos, mas nenhum deles foi negado pela bebê draga. Ah, ontem, pela primeira vez, ela comeu carne moída.

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O cocô mudou com a introdução alimentar. O cheiro amanteigado acabou e a consistência depende muito do que ela come, mas é engraçado que a Lu poderia ser confundida com um adulto troglodita com seus puns sonoros e pra lá de fedorentos.

Em dezembro, com 7 meses, a Lupitinha começou a se levantar sozinha agarrando nos móveis. Ela levanta, percorre um trecho de alguns centímetros e fica olhando com cara de sapeca. Vamos viajar nessas férias, de ônibus e de avião, quero só ver como ela vai se comportar em lugares diferentes e com mais pessoas. Depois venho contar para vocês…

Para resumir esses primeiros meses em peso e altura, essa é a tabela de todas as nossas visitas ao  pediatra:

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Gravar, editar e manter um blog são tarefas bem complicadas quando se tem um bebê que se locomove rapidinho e curte chupar uma sola de chinelo. Para vocês terem uma ideia, estou escrevendo esse post há duas semanas, de picadinho, e só agora terminei. Fui atualizando o texto conforme algo novo acontecia, mas se deixei passar alguma coisa, podem me perguntar nos comentários. Cada descuido é um apronto, mas eu não desisti do blog e do canal, viu?

Grande beijo!

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Diário de maternidade: os primeiros meses

Há alguns meses, para ser mais exata 2 meses e 3 semanas, venho experimentando ser mãe. O tempo para quem tem um bebê em casa passa de um jeito diferente, então só agora consegui intervalos de “liberdade” para voltar a me dedicar ao Blog.

Olhando as fotos do meu celular e tentando reconstruir na minha memória tudo que aconteceu desde que a Lupita nasceu, percebo que sou mais feliz agora. Tenho o privilegio de ter uma bebê adepta do “deboísmo” em casa, aprendo muito com ela e não canso de admirar e comemorar cada nova conquista, desde um sorrisoo ao ouvir minha voz, olhar para selfie, segurar o chocalho, dar um pum caprichado… tudo merece festa dos pais babões!

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Nas primeiras semanas em casa eu mal conseguia levantar, então a ajuda da minha mãe, para manter as roupas e a casa em ordem, e do Douglas, para cozinhar e dar banho na Lupita, foram essenciais. Eu era responsável por amamentar, trocar a fralda e vestir aquela bebê magrinha e comprida.

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Nós recebemos muitas visitas em casa, e se tem uma coisa que a gente adora é casa cheia! De uma semana para outra ela muda muito, então é preciso manter as portas abertas para a galera viver isso junto com a gente.

No começo ela dormia tanto e tão pesado que era até difícil amamentar, por mais que a pega dela fosse boa. As roupinhas RN ficavam enormes, ela sofria com cólicas fortes durante a noite, dormia no berço e era cabeludinha. Eu tenho bastante leite, mas os primeiros dias com o bebê mamando machucam bastante, então usei por quase duas semanas vitamina E e conchas de amamentação para que os bicos respirassem e se recuperassem entre as mamadas.

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Com o passar das semanas ela foi perdendo o cabelo e ganhando dobrinhas. As minhas dores diminuíram muito, tanto nos seios quanto nos pontos, e começamos a usar Colikids (probiótico indicado pelo pediatra) todos os dias. Ela parou de ter cólicas, começou a dormir bem durante a noite e eu, que não curtia a ideia de cama compartilhada, depois de um super resfriado do Douglas e alguns dias que ela ficou no nosso quarto, tive que dar o braço a torcer e trocar o meu preconceito pela delícia que é acordar com ela do lado, pronta para mamar, sorrir e dizer “angú” fazendo biquinho.

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Há algum tempo li um texto sobre os primeiros 60 dias com um bebê. O texto dizia que esse é o período mais difícil e que passados os 2 primeiros meses, tudo seria melhor. Pois bem, depois desse período, consegui incluir a Lupita no que seria uma vida normal, com direito a luz do Sol e menos privações. Acho que eu não irei ao cinema, ou a um show tão cedo, mas já estamos conseguindo frequentar restaurantes, lojas e ficar cada vez mais tempo na rua.

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A Lupita gosta de experimentar colos e nós tentamos usar da filosofia do “são anticorpos” para não criar paranoias e uma bolha ao redor dela. Já passeamos no Shopping de Campinas, Piracicaba e Santa Barbara d’Oeste, viajamos para Bauru e São Roque, andamos no Sol do meio dia e ela tá aí, cheia de saúde, sorridente, engordando e crescendo.

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Levamos até bronca do pediatra porque ela engorda entre 45 e 55 gramas por dia, mas vou manter a livre demanda até quando for possível. Logo retorno ao trabalho e as coisas terão que mudar, então uso isso como motivo para viver intensamente cada fase da minha Lupitinha.

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Quem me segue no SnapChat (usarname: hastalaju) sabe que ela não é um bebê chorão e nem um bebê gorducho, mas que ela é grandona e conversadeira. Vou liberar alguns vídeos no canal do Blog esse mês, alguns deles sobre o que eu aprendi com a minha rotina de mãe em tempo integral.

É bom estar de volta!

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